ÍNDICE

I - INTRODUÇÃO............................................................................................................3

II – SOBRE A MBF AGRIBUSINESS ASSESSORIA EMPRESARIAL..........................4

III - AVALIADOR ECONÔMICO E FINANCEIRO RESPONSÁVEL...........................5

IV – OBJETIVO DO LAUDO DE VIABILIDADE ECONÔMICA..................................7

V – O GRUPO BALDIN....................................................................................................7

VI – HISTÓRICO DO SETOR SUCROENERGÉTICO NO BRASIL...........................14

VII - ORIGEM DA CRISE.............................................................................................18

VIII – SITUAÇÃO ATUAL ADMInISTRATIVA DO GRUPO.....................................20

IX – PERSPECTIVA DE PREÇO DO MERCADO SUCROENERGÉTICO..................21

X – PROPOSIÇÕES DO PLANO..................................................................................22

a)          METODOLOGIA ADOTADA PARA AVALIAÇÃO DOS DADOS.................22

b)          FLUXO FINANCEIRO PROJETADO...............................................................24

b1) QUANTO À FORMA DE APRESENTAÇÃO DO PLANO ECONÔMICO E FINANCEIRO.................................................................................................................24

b2) PLANO AGRÍCOLA................................................................................................24

b3) PLANO INDUSTRIAL.............................................................................................25

b4) POLÍTICA DE REDUÇÃO DE CUSTOS................................................................25

b5) GESTÃO COMERCIAL...........................................................................................26

b6) CRITÉRIOS DE PROJEÇÃO DE PREÇOS E CUSTOS........................................27

b7) PROGRAMAÇÃO DO PAGAMENTO DO PASSIVO TRIBUTÁRIO..............................29

b8) PROGRAMAÇÃO DO PAGAMENTO DE CREDORES NÃO SUJEITOS AO PLANO....30

b9) PROGRAMAÇÃO DO PAGAMENTO DO PASSIVO TRABALHISTA............................30

b10) PROGRAMAÇÃO DO PASSIVO RELACIONADO A MATÉRIA-PRIMA CANA-DE-AÇÚCAR E TRANSPORTE DE CANA-DE-AÇÚCAR..........................................................30

b11) DEMAIS CREDORES QUIROGRAGÁRIOS, NÃO RELACIONADOS COM A MATÉRIA-PRIMA CANA-DE-AÇÚCAR E TRANSPORTE DE CANA-DE-AÇÚCAR..............32

b12) CREDORES DE GARANTIA REAL............................................................................32

b13) CREDORES FINANCIADORES.................................................................................33

XI - CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................................33

ANEXOS...........................................................................................................................35

 

I - INTRODUÇÃO

O GRUPO BALDIN, formado pelas empresas: BALDIN BIOENERGIA S/A, pessoa jurídica de direito privado, com sede na cidade de Pirassununga, Estado de São Paulo, endereço Sítio Taboão, S/N, Bairro Pires – Zona Rural, inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 54.844.360/0001-07, AGRÍCOLA BALDIN S/A, pessoa jurídica de direito privado, com sede na cidade de Pirassununga, Estado de São Paulo, endereço Sítio Taboão, S/N, Bairro Taboão, inscrita no CNPJ/MF sob o n. 09.120.853/0001-31, SÃO PEDRO BIOENERGIA S/A, pessoa jurídica de direito privado, com sede na cidade de Pirassununga, Estado de São Paulo, endereço Fazenda São José, S/N, Bairro Cachoeirinha, inscrita no CNPJ/MF sob o n. 51.050.763/0001-88, OSVALDO BALDIN ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A, pessoa jurídica de direito privado, com sede na cidade de Pirassununga, Estado de São Paulo, endereço Sítio Taboão, S/N, Bairro Pires – Zona Rural – Sala 01, inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 10.389.988/0001-86, ARISTEU CARLOS BALDIM ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A, pessoa jurídica de direito privado, com sede na cidade de Pirassununga, Estado de São Paulo, endereço Sítio Taboão, S/N, Bairro Pires – Zona Rural – Sala 01, inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 10.390.549/0001-93, FLÁVIO BALDIM ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A, pessoa jurídica de direito privado, com sede na cidade de Pirassununga, Estado de São Paulo, endereço Sítio Taboão, S/N, Bairro Pires – Zona Rural – Sala 01, inscrita no CNPJ/MF sob o n.º 10.393.707/0001-69, doravante denominadas “Empresas”, ou “GRUPO BALDIN”, solicitaram Recuperação Judicial em 22 de junho de 2012, perante o Juízo do Foro da Comarca da cidade de Pirassununga, no Estado de São Paulo.

O processamento da Recuperação Judicial foi deferido em 22 de junho de 2012, por decisão do Exmo. Juiz de Direito Dr. Donek Hilsenrath Garcia do Foro da Comarca de Pirassununga (SP), Processo n°. 899/2012, o qual nomeou como Administradora Judicial, a Sra. Nilcimara Aparecida de Godoy Marrocos Leite.

A elaboração do Plano de Recuperação foi feita pelo quadro de profissionais do GRUPO BALDIN e aprovado por seus acionistas.

Para análise de viabilidade econômica do Plano de Recuperação foi contratada a MBF AGRIBUSINESS ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA., sendo que as informações sobre a empresa e os currículos de seus responsáveis técnicos serão descritos na sequência deste laudo.

II – SOBRE A MBF AGRIBUSINESS ASSESSORIA EMPRESARIAL

A MBF Agribusiness está no mercado desde 1993, dando apoio às decisões de investimentos, análises mercadológicas, auditorias e na gestão de empresas. Seu principal ramo de atuação é o agronegócio, especialmente o setor sucroenergético. É uma empresa especializada em compartilhar a gestão e acompanhar os resultados, atuando nas áreas Administrativa, Controladoria, Finanças, Recursos Humanos, Industrial e Agrícola.

Em sua carteira de clientes, a MBF Agribusiness conta com bancos e fundos de investimento nacionais e internacionais, tradings, usinas e destilarias do setor sucroenergético, empresas nacionais e internacionais, cooperativas e também empresas do setor metal/mecânico e serviços ligados ao agronegócio.

A MBF Agribusiness é especialista nos seguintes serviços:

- Auditoria: verifica procedimentos internos e as negociações financeiras ou atividades operacionais, para determinar falhas no processo de gestão e nos procedimentos internos, envolvendo todas as áreas.

- Consultoria: desenvolve estudos e assessora as decisões com análises fundamentadas cientificamente em: estudos de viabilidade econômica e financeira, apuração e análise dos custos agrícolas e industriais, desenvolvimento e acompanhamento de resultados econômicos, renegociação bancária, captação de recursos financeiros e humanos, pesquisas e boletins setoriais, desenvolvimento de projetos agroindustriais.

- Análise de Crédito: atua na análise da capacidade de pagamento dos pretendentes ao crédito, em quatro etapas: diagnóstico inicial, análise dos demonstrativos econômicos e financeiros, acompanhamento de resultados e avaliação patrimonial.

-        Pesquisa: desenvolve pesquisas e realiza análises econômicas e operacionais, cruzando informações. Para isso, possui um banco de dados com informações do setor sucroenergético: custos agrícolas e industriais, produção das empresas, balanço patrimonial, demonstração de resultados e perfil das localidades.

-        Monitoramento agroindustrial: acompanhamento de todo o processo agroindustrial da usina, desde a formação da lavoura até a apuração dos resultados da empresa.

-        Palestras e treinamentos: a empresa conta com um núcleo especializado para o desenvolvimento de cursos e palestras nas áreas: financeira, contábil, planejamento e logística.

Para realizar estas tarefas, a MBF dispõe de um quadro de colaboradores e associados composto por profissionais experientes e com um vasto conhecimento prático e acadêmico. Integram este grupo, executivos do agronegócio nas áreas financeira, administrativa, agrícola e controladoria, além de profissionais de outras áreas como computação, psicologia e comunicação social.

III - AVALIADOR ECONÔMICO E FINANCEIRO RESPONSÁVEL

Marcos Antonio Françóia

CRC No. 1SP198296/O-8

Bacharel em Ciências Contábeis, com Pós-Graduação em Controladoria; MBA Executivo Internacional - EBAP/FGV/RJ; MBA Pleno - FGV/OHIO UNIVERSITY. Professor universitário, atuante há vários anos como executivo do agronegócio sucroenergético, nas áreas financeira e de controladoria.

EQUIPE TÉCNICA LIGADA DIRETAMENTE AO PROJETO

Carlos Roberto Ravanelli Ferreira

MBA Controladoria e Finanças FEA-USP

Bacharel em Ciências Contábeis

CRC Nº. 1SP226959/O-0

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Jair Cézar Pires

MTA (Master of Technology Administration) do Setor Sucroenergético

CRECI Nº. 115521

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Clésio Aparecido Marinho

Administrador de Empresas e Consultor

CRA Nº. 25.983 – 8ª. Região

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Enedir Antonio Beccari

Bacharel em Ciências Contábeis, Pós-Graduação em Finanças e Controladoria Mestrado em Administração de Empresas

CRC Nº. 1SP180708/O-2

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Miriam Carla de Paula

Engenheira Agrônoma

CREA No. SP 5063471482

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MBF AGRIBUSINESS ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA

CREA No. SP 0846463

O currículo completo do diretor e dos consultores da MBF poderá ser apreciado através do site www.mbfagribusiness.com.

IV – OBJETIVO DO LAUDO DE VIABILIDADE ECONÔMICA

Este Laudo de Viabilidade Econômica tem por objetivo, registrar as análises de confirmação da consistência técnica e econômica do Plano Econômico elaborado pelos técnicos do GRUPO BALDIN. O Plano visa permitir a manutenção da atividade das empresas do GRUPO, que representa fonte de emprego e de interesse dos credores, assim como a função social e econômica das mesmas, atendendo ao Artigo 47 da Lei 11.101/05, que trata da Recuperação Judicial.

Ainda, cumpre o determinado pelos Artigos 53 e 54 da referida Lei, que tratam sobre a forma como se dará a recuperação e a viabilidade econômica, apresentando o plano agrícola, o plano industrial, o plano comercial e de pagamento dos credores dentro dos prazos e condições propostas, demonstrando a viabilidade econômica e financeira das empresas.

V – O GRUPO BALDIN

Em 1956 a Baldin iniciou suas atividades.

Começou com um ideal, uma vontade, um sonho, que acreditavam que era possível.

Em 1956, Júlio Baldin iniciou suas atividades com um pequeno engenho de pinga, conhecido como Júlio Baldin & Filhos, contando sempre com a ajuda dos jovens filhos.

A Júlio Baldin & Filhos, localizada no Sítio Taboão – Pirassununga-SP, utilizava uma área de 4.000 metros quadrados, e processava 1.000 toneladas de cana-de-açúcar por safra. O processo de produção da pinga era todo artesanal, a venda do produto era feita para a Cia. Müller de Bebidas e também no varejo para os moradores da cidade. A matéria-prima utilizada era a cana-de-açúcar produzida pela própria família.

Na década de 70, os filhos (Osvaldo Baldin, Aristeu Carlos Baldim, Flávio Baldim e Sebastião Caetano Baldim) assumiram o controle do pequeno engenho de pinga e começaram a investir em tecnologia, adquirindo uma nova caldeira de grande capacidade, iniciando parcerias com produtores de cana-de-açúcar da região, aumentando a produção de matéria-prima. Nesta época foi alterada a razão social para Irmãos Baldin & Cia. Ltda.

Nesse mesmo período passaram a fazer parte da COPACESP (Cooperativa dos Produtores de Aguardente do Estado de São Paulo).

Em 1999 adquiriram uma destilaria e começaram a produzir o Álcool Hidratado Carburante (AHC), surgindo o nome fantasia de Destilaria Taboão. Nesse período houve a desvinculação da COPACESP.

O seu principal cliente era a Cia. Müller de Bebidas, com quem tinham plena e total confiança.

Cenário atual

A BALDIN BIOENERGIA S.A é a nova denominação de Irmãos Baldin & Cia. Ltda, empresa situada na rodovia Anhanguera km 209, cidade de Pirassununga, estado de São Paulo, com 56 anos de fundação, atuando na produção e comercialização de Açúcar Cristal e Xarope/Mel provindos da exploração de cana-de-açúcar. Suas áreas de exploração agrícola compreendem os municípios de Pirassununga, Analândia, Santa Rita do Passa Quatro, Descalvado, Santa Cruz da Conceição, Leme, Porto Ferreira e Aguaí.

A Baldin é uma empresa de capital fechado, com administração profissionalizada, padrões básicos de sistemas de qualidade, e tem como principais preocupações o meio ambiente e o bem-estar de seus colaboradores, o desenvolvimento das cidades que a acolhem, órgãos governamentais, clientes e fornecedores.

Em abril de 2010 a Baldin incorporou a unidade São Pedro situada a 10 km da unidade Taboão, passando a ter atualmente um parque fabril para moagem de 2.200 milhões de toneladas, sendo que a safra 2012/2013 irá processar 1.600 milhões de toneladas de cana[m1] .


Foto 1: Vista aérea da Baldin Bioenergia.

COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA

A estrutura societária do GRUPO BALDIN está organizada em três holdings, que detêm o comando da Baldin Bioenergia.

 

Baldin Bioenergia S.A.

SÓCIOS

Quotas/R$

% Partic.

CNPJ

Osvaldo Baldin Administração e Participações S/A

3.504.000

33,33

10.389.988/0001-86

Aristeu Carlos Baldim Administração e Participações S/A

3.504.000

33,33

10.390.549/0001-93

Flávio Baldim Administração e Participações S/A

3.504.000

33,33

10.393.707/0001-69

TOTAL

10.512.000

100


 

Tabela 1

Gráfico 1

RAMO DE ATIVIDADE:

Usina de Açúcar, Etanol e Energia

PRINCIPAIS PRODUTOS:

Açúcar VHP, Xarope e geração de Energia

Localização

A Baldin Bioenergia S.A. está localizada na cidade de Pirassununga (latitude 21º99' Sul / longitude 47º42' Oeste).

Com uma área de 727 Km2, a cidade tem uma população de aproximadamente 70.081 habitantes (IBGE 2010) e está localizada a 200 Km de São Paulo, 100 Km ao norte de Campinas.

Pirassununga também está a 100 Km ao sul de Ribeirão Preto, sendo considerada como parte do seu polo produtor.

A economia de Pirassununga conta com uma grande diversidade de atividades, como a prestação de serviços, o turismo, a agropecuária, a ourivesaria, a produção de papel e papelão, a manufatura de cadernos e similares, a metalurgia e mecânica, o setor moveleiro, o vestuário e a indústria de materiais médicos e odontológicos. Porém, o setor líder em arrecadação no município é o sucroenergético.

Municípios limítrofes: Descalvado, Porto Ferreira, Santa Cruz das Palmeiras, Analândia, Mogi Guaçu, Aguaí, Leme e Santa Cruz da Conceição.

Figura 1: Mapa de localização da cidade de Pirassununga – SP.

Na sequência, tem-se uma visualização da localização do projeto, bem como as unidades concorrentes mais próximas:

Figura 2                                                                                                     Fonte: Udop

 

Nome da Usina

Proprietário

Moagem

(mil t)

Situação

Distância

Km

136

Baldin Bioenergia

Grupo Baldin

2.200

Em operação

-

126

Usina Moreno

Usina Moreno

3.362

Em operação

67

127

Usina Ibirá

Grupo Pedra Agroindustrial

1.217

Em operação

65

128

Usina Santa Rita

Grupo Diné

2.284

Em operação

39

130

Usina Ipiranga Mococa

Grupo Ipiranga

1.464

Em operação

70

131

Abengoa São João

Grupo Abengoa

1.840

Em operação

55

132

Destilaria João Paulo II

Destilaria João Paulo II

-

Em operação

64

133

Usina Camilo Ferrari

Usina Camilo Ferrari

-

Em operação

41

134

Abengoa São Luiz

Grupo Abengoa

2.348

Em operação

20

135

Usina Ferrari

Usina Ferrari

2.326

Em operação

21

141

Usina Ipiranga Descalvado

Grupo Ipiranga

1.383

Em operação

38

142

Cosan – Da Serra

Grupo Cosan

1.946

Em operação

58

143

Cosan  - Tamoio

Grupo Cosan

1.414

Em operação

70

144

Usina Maringá

Usina Maringá

-

Em operação

71

145

Usina Zanin

Grupo Zanin

-

Em operação

78

146

Usina Santa Cruz

Grupo Santa Cruz

3.977

Em operação

71

156

Usina Paraíso

Usina Paraíso

1.883

Em operação

77

191

Destilaria Nova Era

Destilaria Nova Era

195

Em operação

55

200

Alfa Agroenergia

Grupo Baldin

428

Em operação

18

137

LDC Leme

LDC-SEV

1.860

Em operação

24

139

Usina São João - Araras

Grupo USJ

3.608

Em operação

47

138

Santa Lúcia

Usina Santa Lúcia

1.260

Em operação

36

 

Tabela 2

Melhores rotas para exportação

Destacam-se, na sequência, as melhores opções para exportação:

Portos

A cidade está a 300 Km do Porto de Santos por rodovia e 500 Km por ferrovia, somando-se a distância de Pirassununga a Ribeirão Preto (108 Km) e de Ribeirão Preto até Santos (392 Km). A vantagem do uso da ferrovia, neste caso, é poder transportar maior quantidade de produtos.

Outros portos, como Paranaguá e Rio de Janeiro, não são viáveis para o escoamento da produção, pois estão localizados a mais de 600 Km.

Figura 3

Rodovias

Excelente malha rodoviária, sendo atendida pelas rodovias SP 225, SP 328 e SP 330 (Rodovia Anhanguera), o que proporciona ganho em logística.

Ferrovias

Possui fácil acesso às ferrovias da Ferroban, com estações localizadas nas cidades de Aguaí (60 Km), Itirapina (55 Km) e Ribeirão Preto (108 Km), que facilita o escoamento de produção para o Porto de Santos, com uma distância de aproximadamente 400 Km.

VI – HISTÓRICO DO SETOR SUCROENERGÉTICO NO BRASIL

A história do setor sucroenergético no Brasil está misturada à própria história deste país, que desenvolveu um know-how de grande excelência no que tange à produção de açúcar e, principalmente, de etanol, já usado há mais de 30 anos.

A experiência e o desenvolvimento de tecnologias nacionais e o aprimoramento destas, ajudou a reduzir custos, mantendo a qualidade do produto, o que garantiu uma posição confortável com a chegada dos carros flex-fuel.

Hoje, visando tornar o etanol de cana-de-açúcar um dos principais combustíveis a substituírem os derivados de petróleo, o Brasil tem levado a outros países essa tecnologia.

O Brasil é também o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, com maior área cultivada, à frente de mais de 100 países que cultivam essa gramínea. De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), publicado em agosto de 2012, a previsão é de que o país deverá produzir um total de 596.63 milhões de toneladas de cana na safra 2012/2013, representando um aumento de 6,47% em relação à safra 2011/2012, que foi de 560,36 milhões de toneladas.

Ao se analisar o setor sucroenergético brasileiro, costumeiramente, divide-se o país em duas grandes regiões: Centro-Sul, que engloba o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país; e a Norte-Nordeste, que como o próprio nome diz, abrange as regiões Norte e Nordeste brasileiras. Tal divisão se dá, especialmente, pelas questões climáticas que alteram os períodos de safra.

A chamada região Centro-Sul tradicionalmente inicia sua safra no mês de abril de cada ano e a encerra em novembro. Já na região Norte-Nordeste, os trabalhos começam em setembro e duram até março do ano seguinte. Por essa razão, os anos-safra carregam em suas nomenclaturas, dois anos, como por exemplo, safra 2007/2008, safra 2008/2009.

Estão cadastradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (posição de agosto/2012), 397 unidades no setor, sendo que destas, dez unidades produzem somente açúcar e 94, só fabricam etanol (destilarias). Há também 293 empresas, que são chamadas de mistas, pois fabricam os dois produtos.

Tanto em número de unidades, como em quantidade produzida, o Estado de São Paulo é líder absoluto do setor canavieiro. Dentro do território paulista, há diversos polos importantes de produção, sendo os de Ribeirão Preto/Sertãozinho e Piracicaba/Limeira os mais conhecidos. Piracicaba destaca-se principalmente no desenvolvimento de pesquisas para favorecimento da cultura e o eixo Ribeirão Preto-Sertãozinho, pela quantidade de unidades e produção.

Cenário atual do setor e tendências

A falta de um planejamento de longo prazo e da união do setor produtivo sucroenergético, além da não introdução do etanol no mercado internacional no prazo que se esperava, levou o setor a entrar numa das suas piores crises econômicas, situação que se tornou ainda mais delicada com a crise econômica mundial vivida em 2008-2009.

A consequência foi a retração do crédito e o aumento na alavancagem das empresas do setor, lembrando que muitas delas fizeram investimentos em expansão, acreditando no incentivo governamental, que de fato não se concretizou.

Porém, desde a metade de 2009, o setor sucroenergético voltou a ser cobiçado. Os novos investidores, ávidos em se inserirem nesse setor, têm buscado investir dinheiro e até mesmo fazer aquisições de forma direta ou indireta, ou seja, através de bancos e fundos de investimento. A diferença nesse momento é que há mais cautela para selecionar quais empreendimentos receberão a aplicação ou que serão assumidos, assegurando o retorno e evitando os erros.

Um sinal muito positivo é a entrada da empresa estatal PETROBRÁS na produção de etanol, o que indica o interesse do Governo Federal em continuar a incentivar essa tecnologia limpa e sustentável econômica e socialmente.

O retorno desse interesse se deve ao potencial dos três principais produtos da cana-de-açúcar: o etanol, o açúcar e, principalmente, a energia elétrica e as boas perspectivas de ganhos futuros que ela apresenta.

Etanol

O Brasil é o primeiro país do mundo a implantar, em larga escala, um combustível renovável alternativo ao petróleo. Sendo assim, a demanda doméstica pelo produto cresce a cada dia. Por essa razão, há uma tendência de elevação dos preços durante a safra, que pode ser sentida pelos consumidores nesse período.

O governo regularmente anuncia novas regras para o financiamento da estocagem de etanol, buscando trazer um equilíbrio aos preços e garantir o abastecimento no período de entressafra.

No mercado externo, o etanol de cana é reconhecido por suas vantagens ambientais, sociais e econômicas. Espera-se que, devido às metas de várias nações e grupos econômicos para substituir os combustíveis fósseis antes da virada da década de 2030, haja um crescimento mundial do consumo do etanol de cana.

As perspectivas para isso são boas, pois estão baseadas em leis como as dos Estados Unidos, que visam a implementação do uso ostensivo de biocombustíveis e, também, a redução da emissão de gases de efeito estufa a um nível mínimo. O etanol brasileiro, além de se encaixar nesse perfil, se enquadra nas regras de disponibilidade, com oferta segura e preço competitivo.

Apesar de ainda não ser uma commodity, há vários esforços e estudos buscando a parametrização do produto, para seu comércio mundial. Um dos pontos a se destacar é a negociação do novo contrato de mercado futuro para o etanol na BM&FBovespa.

Açúcar

Quanto ao açúcar, o Brasil vem liderando a produção mundial, seguido de Índia, União Europeia, China e Tailândia. Porém, o país sozinho é responsável por mais de 20% de toda a produção mundial do produto.

O Brasil é no momento, o principal exportador de açúcar para o mundo, que vê seu consumo crescer pela ocidentalização dos hábitos alimentares nos países asiáticos, como por exemplo, a introdução da Coca-cola e do McDonald’s na China.

Energia

Em sua grande parte, as empresas produtoras do setor sucroenergético são autossuficientes na geração de energia, que é proporcionada pela queima do bagaço da cana. Todavia, com a troca de equipamentos, como a caldeira de alta pressão, o volume de energia pode ser muito maior, consequentemente, podendo ser comercializado.

A cogeração de energia através do bagaço da cana é um complemento indispensável para o equilíbrio econômico de uma usina. Hoje, se todas as usinas do país investissem em cogeração de energia, aproveitando o bagaço, parte da palha da cana-de-açúcar e utilizando caldeiras de alta pressão, como o fazem as novas usinas que entram em operação, o potencial de cogeração do setor sucroenergético passaria de 25 mil MW.

Gráfico 2: Dados atualizados em 30 de agosto de 2012 – Fonte: Aneel.

VII - ORIGEM DA CRISE

O setor sucroenergético no país, como produtor das commodities açúcar e etanol, sofreu nos últimos anos diversas crises que tiveram como origem, num primeiro momento, problemas de excesso de oferta de produtos, e que, consequentemente, reduziram os preços dessas commodities no mercado interno e externo. Em um segundo momento, aumentaram significativamente os custos operacionais, principalmente no período de entressafra, e, por fim, ocorreu a escassez de recursos no mercado de créditos, em razão da crise internacional.

Dentro deste contexto, apesar da posição de destaque alcançada pelo GRUPO no mercado regional e nacional, após altos investimentos na expansão da lavoura, no parque industrial (produção de açúcar) e na geração de energia, o GRUPO BALDIN também foi afetado pela crise do setor.

A começar pelo ano de 2007, que ficou marcado na história como aquele em que as empresas do setor foram obrigadas a vender seus estoques abaixo do custo da produção na maior parte da safra, levando muitas delas, a um resultado operacional negativo, e consequentemente, a uma redução drástica do faturamento e do investimento planejado para a safra seguinte.

Já no ano de 2008, o aparente sinal de melhora no setor ficou prejudicado em razão da forte crise financeira nos Estados Unidos da América, a qual afetou diretamente a economia nacional, culminando com a escassez de crédito no mercado.

Tais fatores, para o setor de açúcar e etanol, foram ainda mais prejudiciais devido ao fato de que os custos operacionais e a necessidade de desembolsos com investimentos subiram drasticamente.

Frise-se, oportunamente, que o setor sucroenergético tem seu ciclo produtivo concentrado entre seis e sete meses do ano, em virtude de ser o melhor período de maturação da cana-de-açúcar, que é a matéria-prima básica para a produção de açúcar e etanol, razão pela qual há uma grande necessidade de capital de giro para manter a estocagem e financiar esse período, onde são elevados os gastos com a manutenção industrial.

Em relação à temporada 2012/2013, o GRUPO BALDIN iniciou os preparativos para a moagem da safra na sua normalidade operacional, mas, em virtude do alto grau de endividamento do GRUPO, novamente criado pelo concreto investimento na indústria e na lavoura, os resultados a serem obtidos, demonstram-se insuficientes para honrar todos os compromissos, levando o GRUPO para uma situação econômica de difícil equacionamento e recuperação dos investimentos efetuados, no curto prazo.

Vale destacar que, numa tentativa de evitar o pedido de recuperação judicial, a diretoria do GRUPO BALDIN tentou, sem sucesso, negociações com a maioria de seus credores financeiros, pedindo o alongamento do seu passivo oneroso.

Diante da impossibilidade dos principais credores em atender o pleito do GRUPO e por ter se iniciado um processo de arresto de produção por parte de outros credores que procuravam a satisfação de seus créditos, prejudicando ainda mais os resultados econômicos, não restou outra saída a não ser o pedido de recuperação judicial.

VIII – SITUAÇÃO ATUAL ADMINISTRATIVA DO GRUPO

A nova configuração do setor sucroenergético, com a entrada de grandes corporações nacionais e internacionais, além da possível e estratégica conquista da internacionalização do mercado do etanol, está indicando e até mesmo forçando as demais empresas, a investirem em governança corporativa e inovações tecnológicas. A sustentabilidade econômica, social e ambiental é a nova linha de conduta da moderna gestão.

Toda empresa necessita, em última análise, da licença da sociedade para iniciar e manter suas operações ao longo do tempo.

Parte dessa licença é formal (baseada em leis, regulamentos, etc.) e outra, mais ampla e intangível, é informal e traduz o grau de aceitação e aprovação de suas atividades.

É nesta última que reside um novo foco de atenção dos administradores e gestores, para cultivar essa licença ou evitar o risco de desgaste ou perda.

Empresas atentas aos temas referentes à sustentabilidade desenvolvem a capacidade de antecipar tendências de ordem ambiental, social, legal e institucional, podendo beneficiar-se estrategicamente.

Seguindo essa linha de reorganização com baixos custos, os acionistas do GRUPO BALDIN decidiram criar uma estrutura hierárquica enxuta, aproveitando o máximo da capacidade técnica de seu corpo de acionistas nas atividades operacionais e, nas atividades gerenciais (financeiro, controladoria e administrativa), abriram vagas para profissionais do mercado.

Seguindo o plano de profissionalização, os acionistas formalizaram o Conselho de Administração, compondo o GRUPO com profissionais gabaritados do mercado e, abrindo também a oportunidade para representantes dos credores, se assim o desejarem.

As regras gerais do Conselho de Administração, bem como o acordo de acionistas, foram elaborados por empresa com destacada experiência no mercado sucroenergético e auditada por empresa externa de destaque internacional. Todas essas regras estão à disposição dos credores para avaliação.

IX – PERSPECTIVA DE PREÇO DO MERCADO SUCROENERGÉTICO

A safra 2012/2013 está com um ciclo de altas e baixas nos preços das commodities, devido à instabilidade na produção e por falta de incentivos governamentais. As tendências são de reflexos positivos nos preços dos produtos finais, principalmente devido à escassez de matéria-prima.

Os estudos das principais tradings que operam no mercado de açúcar mostram uma tendência de estabilidade dos preços em US$ 22/23 centavos de dólar por libra peso, que considerando os atuais custos de produção e dólar médio de R$ 2,00, produzem margens interessantes para o setor.

Esse preço tem uma ligação direta com a taxa cambial. Já rompeu a barreira dos US$ 30 cents/libra/peso, com uma taxa cambial menor, em anos passados.

A consagrada e estratégica posição do etanol no cenário internacional, como coadjuvante e mesmo como substituto limpo e renovável para a gasolina automotiva, aliado a um persistente crescimento do consumo de açúcar, que vai além da expansão vegetativa do produto, pela ocidentalização do hábito alimentar nos países asiáticos e em desenvolvimento, são fatores que vem respaldando o interesse de investidores externos e internos no setor sucroenergético do Brasil, onde se pratica a melhor relação custo/benefício para a produção de cana-de-açúcar em nível mundial.

O etanol tem vários motivos para continuar com crescente demanda, com o aquecimento no mercado interno pela aquisição dos veículos flex. Países como a China, EUA e alguns países da Europa criaram leis que exigem, até 2020, que a mistura de etanol na gasolina deva ser aumentada. Isso será gradativo, pois iniciou-se em 2010. A China também reduziu as tarifas para a entrada do produto no país, o que deve contribuir para que outros países também diminuam as suas barreiras tarifárias.

Há, também, boas perspectivas para a abertura do mercado asiático ao etanol, já que a China abriu o caminho. Isso ajudará na consolidação de diversos programas de biocombustíveis, atualmente em desenvolvimento na região do leste asiático, a exemplo da Tailândia, Filipinas e Indonésia.

Outro destaque no setor é a cogeração de energia, já citado anteriormente, através queima do bagaço e da palha da cana, que hoje, considerando o potencial de todas as empresas do setor passariam de 25 mil MW.

Por tudo que foi exposto, a agroindústria canavieira tem lugar garantido no espaço mercadológico interno e externo dos produtos e subprodutos do setor que, além do açúcar e do etanol, reserva incontáveis projetos de supremacia tecnológica a partir da cana-de-açúcar, como plástico biodegradável e a geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana, entre outros.

A atividade canavieira gera efeito multiplicador em toda a malha socioeconômica, repercutindo nas telecomunicações, infraestrutura, oficinas e revendas de autos, máquinas e implementos agrícolas, oficinas industriais, transporte, bancos e tradings, entre outros. Tudo isso, decorrente da geração de impostos, proporciona uma melhoria na qualidade de vida e nos indicadores sociais.

X – PROPOSIÇÕES DO PLANO

Acreditando nesse quadro de sustentabilidade para o setor, o plano apresentado pelo GRUPO BALDIN visa o alongamento de passivo e adequação do grau de alavancagem aos padrões do mercado sucroenergético, sendo que para isso, em alguns casos, será necessária redução no saldo da dívida e nas taxas de juros.

A situação financeira, quando equalizada, possibilitará maiores investimentos na área agrícola, consolidando a geração de resultados estimada pelo projeto do GRUPO BALDIN, quando se decidiu pele expansão e cogeração de energia.

a)     METODOLOGIA ADOTADA PARA AVALIAÇÃO DOS DADOS

Os técnicos da MBF realizaram visitas de campo para confirmação do estado fitossanitário da lavoura canavieira, da qualidade do transporte e do parque industrial, além de verificar os controles internos do GRUPO e a forma de gestão, inclusive na área financeira, indicando as correções necessárias.

Lavoura Avaliaram-se os resultados obtidos nas últimas safras, em comparação aos projetados pelos técnicos do GRUPO BALDIN. Para confiabilidade das análises, os técnicos da MBF avaliaram o perfil varietal da lavoura, o estágio de corte, a qualidade dos tratos culturais (registro de aplicação de insumos), infestação por pragas, etc.

Dando maior transparência aos números apresentados pelos gestores agrícolas do GRUPO, a MBF Agribusiness utilizou do conhecimento técnico de seu quadro funcional para avaliar toda a lavoura, visitando todas as fazendas e fazendo os registros e análises necessárias. Anexo a esse laudo de viabilidade econômica está o relatório de avaliação da lavoura do GRUPO BALDIN.

Colheita e Transporte Avaliaram-se a quantidade e qualidade das máquinas, equipamentos de apoio, caminhões e veículos disponíveis, em relação à quantidade de cana colhida e distância média da lavoura. Também a relação entre empresa e serviços terceirizados, procurando identificar se atendem as necessidades dentro de uma faixa de custo adequada para o setor.

Indústria Avaliou-se a qualidade de manutenção e investimento no parque industrial do GRUPO BALDIN, os históricos de produção e eficiências possíveis com os equipamentos instalados.

Administrativa Avaliou-se o organograma atual e o histórico de competência técnica dos gestores. Avaliou-se também, a qualidade dos registros internos e o nível de informatização do GRUPO BALDIN, que atualmente é feito através de sistema ERP. Além disso, indicou-se ao GRUPO reduções de custos para a continuidade do processo.

Todas as análises descritas foram utilizadas como base para avaliação do Plano Econômico apresentado pelo GRUPO, cujos detalhes de consistência e resultados serão apresentados em tópicos específicos na sequência deste laudo.

b)    FLUXO FINANCEIRO PROJETADO

b1) QUANTO À FORMA DE APRESENTAÇÃO DO PLANO ECONÔMICO E FINANCEIRO

O GRUPO BALDIN utilizou de planilhas de cálculo para formatação dos relatórios de projeção econômica e financeira, observado os melhores critérios de apresentação e consistência das informações. Para isso, foram subsidiados pelo conhecimento técnico da MBF AGRIBUSINESS.

As planilhas de projeção foram analisadas com relação à consistência nos cálculos, observando as práticas contábeis exigidas pela lei 11.638/07, bem como os critérios financeiros praticados pelo mercado e as especificidades nos cálculos agrícolas e industriais do setor sucroenergético.

Em todos os itens, as planilhas atendem aos objetivos, destacando-se que os dados são originados em controles ERP, e que estão em fase final de integração com o sistema de orçamento e custo apresentado pela empresa.

O plano agrícola e industrial, bem como os custos inerentes ao processo produtivo, comercialização e a distribuição dos resultados, observaram o critério de consolidação do GRUPO.

b2) PLANO AGRÍCOLA

A composição dos resultados financeiros finais partiu da elaboração de um plano agrícola de longo prazo, contemplando a atual situação da lavoura canavieira do GRUPO, no que tange à qualidade, quantidade e outras avaliações pertinentes.

Também levou-se em consideração a distância média e a atual estrutura operacional para o CCT (Corte, Carregamento e Transporte) da cana-de-açúcar até a indústria.

De posse do plano agrícola, a MBF realizou visitas a campo para confirmação dos dados e produziu um relatório independente, que segue anexo a este laudo, com o título de Relatório de Avaliação Agrícola. Ressalta-se que a MBF Agribusiness é uma empresa que desenvolve esse tipo de avaliação para o mercado do agronegócio, com relatórios e laudos de significativa importância em decisões estratégicas.

Voltando ao plano agrícola, prevê-se uma estabilização da lavoura em torno de 2.150 milhões de toneladas, a partir da safra 2014/2015.

Como é no campo que está o produto final, ou seja, o teor de açúcar contido na matéria-prima, a sustentabilidade econômica do GRUPO passa por grandes investimentos na qualidade da lavoura, em plantio e tratos culturais.

O plano agrícola elaborado prevê uma expansão da área agrícola, parte já concretizada, através de novos arrendamentos e plantio. Isso faz com que aumente a quantidade de cana própria.      Anexo a esse descritivo, segue a o plano agrícola (Anexo I).

b3) PLANO INDUSTRIAL

A quantidade de cana projetada como disponível para a moagem, considerando as eficiências possíveis de serem atingidas com os atuais equipamentos industriais, possibilitam as quantidades de produtos finais dispostas no plano industrial, que está anexo a este laudo descritivo      (Anexo II).

b4) POLÍTICA DE REDUÇÃO DE CUSTOS

Através das melhores práticas de gestão de custos e orçamentária, a Diretoria do GRUPO BALDIN vem implantando a política de controle por áreas. Os controles de custos e projeção orçamentária tiveram a assessoria de empresa especializada no setor e hoje produz relatórios de acompanhamento que possibilitam a tomada rápida de decisão.

A ideia é transferir para os gestores de cada área a responsabilidade pela geração de resultados, que somados produzem o resultado total do GRUPO.

A ferramenta utilizada é um sistema ERP, que interliga as áreas agrícola, industrial, de recursos humanos e contábil. Apesar disso, a área de Tecnologia de Informação ainda necessita de investimentos.

Foram contratados profissionais qualificados para a implantação da ferramenta e treinamento dos gestores de cada área, para compreensão da importância da gestão de custo e projeção orçamentária.

Os primeiros resultados permitiram a tomada de decisão e diversos ajustes na área administrativa, visando à redução de custos.

Nas áreas agrícola e industrial, permitiram estudos de viabilidade de investimentos, que permitirão uma melhor performance agroindustrial, com respectiva redução dos custos.

Na projeção do Plano de Recuperação, a administração estabeleceu metas de adequação dos custos, aproximando-se, ao máximo, dos melhores padrões do mercado, considerando a região e o perfil produtivo do GRUPO BALDIN.

A composição dos custos totais (agrícola, industrial e administrativo), poderá ser analisada conforme Anexo III.

b5) GESTÃO COMERCIAL

O alongamento do passivo possibilitará a comercialização dos produtos de forma planejada, realizando-a em períodos de melhores preços, pois a empresa poderá vender parte de seus estoques.

Quanto à forma de comercialização, o GRUPO pretende fazer uso de estrutura própria, evitando os custos com comissão de comercialização.

Os preços de vendas dos produtos apresentam-se equilibrados em relação ao mercado. As premissas de vendas podem ser apreciadas no Anexo III.

É importante destacar que ocorrendo um melhor preço de venda para os produtos finais, o resultado do GRUPO seria antecipado de forma significativa. No entanto, como o mercado para o setor não tem se mostrado confiável, adotou-se o critério de projetar preços estáveis para a situação atual do mercado.

b6) CRITÉRIOS DE PROJEÇÃO DE PREÇOS E CUSTOS

Horizonte de projeção – Visando realizar uma projeção de caixa adequada ao ciclo de cana-de-açúcar, o GRUPO projetou 20 safras, que correspondem a três ciclos de seis cortes, em média.

Macros – As projeções foram realizadas em termos reais e constantes (sem qualquer efeito de inflação).  A cotação do dólar utilizada em alguns cálculos foi mantida em uma base constante de R$ 2,00.

Ilustrando a decisão de realizar projeções reais e constantes, destaca-se que numa amostra de 13 (treze) anos, a evolução dos fluxos do setor sucroenergético apresenta uma distorção acumulada entre receitas e despesas na ordem de 3,58% (período medido entre as safras 01/02 e 2012/2013). As receitas tiveram um ajuste evolutivo de aproximadamente 116%, sendo que o índice de crescimento dos custos para o setor foi de 130%.

Gráfico 3

As empresas do setor agroindustrial, devido à complexidade de suas operações e das diversas variáveis, tais como: clima, pragas, hábitos, economia, etc., devem mensurar corretamente as nuances de cada uma dessas variáveis nas análises de projetos agrícolas e industriais, ou seria melhor não considerá-las, pois, ao contrário do desejado, podem gerar aumento de risco.

Segundo Martins e Assaf, “a experiência empresarial ensina que os cenários futuros são otimistas por natureza: a inflação baixa e o nível de atividade econômica cresce. A longo prazo, ambas estabilizam-se.”

Completando a ideia do tamanho do risco que se corre numa projeção de inflação não individualizada por itens, pode-se citar que o aumento do diesel nos últimos treze anos de safra foi de 518% (peso de 7% nos custos totais – vide gráfico na sequência), enquanto a mão-de-obra, subjugada, teve um aumento de 172% (Peso de 34% nos custos totais).

Como ilustração, demonstra-se, a seguir, uma tabela da variação do preço dos insumos no setor sucroenergético:

Variação de Preços dos Insumos Acumulado 1998/1999 a 2012/2013

Tabela 5: Variação dos preços de insumos.

Participação (%) no total dos custos

Gráfico 4: Participação no custo total.

Por tudo o que foi exposto, a MBF não utilizou a projeção da inflação no modelo.

b7) PROGRAMAÇÃO DO PAGAMENTO DO PASSIVO TRIBUTÁRIO

Diferentemente de grande parte das empresas do setor sucroalcooleiro[m2] , o GRUPO BALDIN não se financiou por meio do não pagamento de tributos e outros encargos devidos. Há sim um montante em atraso, que não é significativo diante da geração de caixa da empresa. O saldo de impostos está relacionado nos autos do pedido de Recuperação Judicial.

O pagamento da dívida tributária, ainda não parcelada, esta programado no fluxo de caixa para ser efetuado em 15 (quinze) anos, através de negociações que serão desenvolvidas pela administração do GRUPO BALDIN junto aos órgãos competentes.

b8) PROGRAMAÇÃO DO PAGAMENTO DE CREDORES NÃO SUJEITOS AO PLANO[m3]

Os créditos garantidos por alienação fiduciária montam um valor [m4] elevado, totalizando R$ 49.887.652,10.

As regularizações dos saldos vencidos e a vencer comprometem significativamente os resultados do caixa nos primeiros anos, mas como os créditos garantidos por alienação fiduciária não estão sujeitos ao plano, não há como negar a necessidade da previsão dos pagamentos.

A diretoria do GRUPO está trabalhando no sentido de conseguir alongamento desses pagamentos.

Nas projeções contempla-se a possibilidade do apoio de credores, por meio da adesão ao plano de recuperação (Credores Aderentes), seguindo o critério de amortização da classe de credores com garantia real.

Assim, os credores que forem ao mesmo tempo titulares de crédito quirografário e crédito não sujeito ao plano e decidirem aderir ao plano receberão tanto o valor de seu crédito não sujeito ao plano como o valor de seu crédito quirografário como se fossem créditos com garantia real.

b9) PROGRAMAÇÃO DO PAGAMENTO DO PASSIVO TRABALHISTA

O montante do passivo trabalhista está previsto para ser liquidado no primeiro ano, após aprovação do Plano por parte dos credores, como previsto na lei da recuperação judicial.

b10) PROGRAMAÇÃO DO PASSIVO RELACIONADO A MATÉRIA-PRIMA CANA-DE-AÇÚCAR E TRANSPORTE DE CANA-DE-AÇÚCAR

É fato que, sem uma atenção especial à matéria-prima cana-de-açúcar[m5] , não há recuperação econômica para empresas do setor sucroalcooleiro.

Outro ponto de especial atenção é o serviço de terceiros para Corte, Carregamento e Transporte da matéria-prima (CCT), que no caso do GRUPO BALDIN tem grande percentual terceirizado. Como no setor a concorrência por esse tipo de atividade é muito grande e também desleal, há a necessidade de priorizar esse tipo de serviço, sem o qual não há produção industrial, pois a matéria-prima não chega até o parque industrial.

Pelo exposto, por estarem às empresas do GRUPO localizadas em regiões onde é grande a disputa pela matéria-prima e, o Plano Econômico prevê condições diferenciadas para esses credores que renovarem com o Grupo BALDIN os contratos de parceria agrícola, fornecimento de cana-de-açúcar ou transporte de cana-de-açúcar e/ou de pessoal, que deram origem ao seu crédito, pelo mesmo prazo previsto nos referidos contratos.

Para atender a essa necessidade, o Plano prevê liquidar a dívida com os credores que renovarem com o Grupo BALDIN os referidos contratos da seguinte forma:

  • Até R$ 100.000,00 (Cem mil reais), para todos os credores, limitando-se ao valor do saldo devedor quando este for inferior ao valor de R$ 100.000,00 – em até um ano após o deferimento do plano de recuperação judicial, pagos durante o período de moagem.
  • Até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), para todos os credores que ainda possuírem saldo a receber após o primeiro pagamento (descrito no item anterior), limitando-se ao valor do saldo devedor quando este for inferior ao valor de R$ 500.000,00 – pagos no segundo ano, após o deferimento do plano de recuperação judicial, pagos durante o período de moagem.
  • Qualquer saldo remanescente, correspondentes aos valores de fornecimento de cana-de-açúcar ou transporte desta, será liquidado no terceiro ano, após o deferimento do plano de recuperação judicial, pagos durante o período de moagem.

b11) DEMAIS CREDORES QUIROGRAGÁRIOS, NÃO RELACIONADOS COM A MATÉRIA-PRIMA CANA-DE-AÇÚCAR E TRANSPORTE DE CANA-DE-AÇÚCAR.

O Plano prevê a liquidação dos saldos dos demais credores quirografários[m6] , saldos estes não originados pelo fornecimento e transporte da matéria-prima cana-de-açúcar, em 20 (vinte anos), sem cortes no valor do saldo devedor e sem carência nos pagamentos.

Para o pagamento prevê-se o percentual de 0,1% do saldo devedor de cada credor da classe, durante as safras 13/14, 14/15 e 15/16 (0,1% do saldo em cada safra), ou R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para cada credor, o que for maior, limitando-se o pagamento ao valor do saldo devedor, quando este for menor que 0,1% do saldo ou menor que R$ 20.000,00 (vinte mil reais). O Saldo remanescente, após o pagamento da safra 15/16, será amortizado em 17 parcelas anuais, durante o período de safra, iniciando-se o primeiro pagamento na safra 16/17.

Todo o saldo será corrigido pela taxa fixa de juros no percentual de 4% ao ano.

Para um prazo menor de pagamento será necessário estabelecer uma redução no saldo da dívida no percentual de 60%. Diante disso, optou-se pelo alongamento e não pela redução do saldo.

Os credores da classe que se manifestarem pelo interesse de receber o saldo em 13 anos, terão o seu saldo reduzido em 60%, porém continuariam com juros de 4% ao ano.

b12) CREDORES DE GARANTIA REAL

Os credores com garantia real terão seus saldos liquidados em 15 (quinze) anos, com 02 (dois) anos de carência para pagamento do principal. O valor não terá corte no saldo devedor dos credores dessa classe, e serão acrescidos de juros fixos de 6% ao ano.

Nos dois primeiros anos, período de carência do principal, será pago 50% dos juros (durante o período de safra de cada ano) iniciando-se no primeiro ano após o deferimento do plano de recuperação judicial, safra 13/14. O saldo dos juros não liquidados no período de carência, serão capitalizados no saldo devedor, para serem amortizados em 13 (treze) anos junto com o principal da dívida. O pagamento do principal e encargos acumulados será anual, durante o período de moagem em cada safra e terá início na safra 15/16.

b13) CREDORES FINANCIADORES

O Laudo de Viabilidade Econômica prevê a captação de financiamentos no valor de R$ 80.000.000,00 (oitenta milhões de reais), no prazo de 2 (dois) anos a contar da Homologação Judicial do Plano. Em razão das notáveis dificuldades de obtenção de crédito junto a instituições financeiras, este Plano prevê tratamento preferencial aos Credores que concederem empréstimos ao Grupo BALDIN em condições de mercado, como forma de incentivá-los a fornecer recursos financeiros que serão indispensáveis aos investimentos e à geração de caixa, necessários para o fluxo de pagamentos previsto.

Os Credores que concederem financiamento ao Grupo BALDIN, observado o limite de captação de crédito de R$ 80.000.000,00 (oitenta milhões de reais), com taxas de juros compatíveis com as aplicadas no mercado e prazo para amortização de, no mínimo, 5 (cinco) anos, farão jus ao recebimento dos seus Créditos, em valor equivalente ao valor emprestado, sem a incidência de deságio, com aplicação de juros fixos de 10% (dez por cento) ao ano, com pagamento em 90 (noventa) parcelas iguais com vencimentos durante os meses de junho e novembro de cada ano.

XI - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto ao longo deste trabalho, o GRUPO BALDIN apresenta resultados que proporcionam a sua recuperação ao longo do tempo, desde que adequada as taxas de juros e o prazo para pagamento do passivo.

Feitos os ajustes propostos, os números projetam uma recuperação econômica, que é o objetivo principal.

Nesse período, a relação do endividamento total do GRUPO, comparado com a margem EBITDA, baixa significativamente, trazendo os indicadores para patamares que possibilitam a recuperação do crédito junto ao mercado financeiro, como pode ser observado na linha “Relação Dívida Total/EBITDA”, no fluxo de caixa Anexo V deste laudo. No Anexo IV, poderá ser observado a DRE do GRUPO.

VALOR PRESENTE LÍQUIDO DO FLUXO DE CAIXA

Para cálculo do VPL não se utilizou a formulação do WACC para definição de taxa, pois o endividamento do GRUPO está projetado, em sua grande parte, para uma amortização com baixas taxas de juros.

Sendo assim, a taxa média de desconto utilizada no Fluxo de Caixa da Operação foi de 8,61% a.a., incluso a perpetuidade, resultando o V.P.L. – Valor Presente Líquido em R$ 119.454.664,17, valor este depois do pagamento da dívida, confirmando assim o que já foi descrito no corpo deste estudo quanto à viabilidade econômica do projeto.

MBF Agribusiness Assessoria Empresarial Ltda.

CREA SP 0846463

Marcos Antonio Françóia

Sócio Diretor


I – PLANO AGRÍCOLA



II – PLANO INDUSTRIAL


III – PREMISSAS GERAIS


IV – DEMONSTRATIVOS DE RESULTADOS


V – FLUXO DE CAIXA


VI – PARTICIPAÇÃO DA CANA PRÓPRIA E DE TERCEIROS


VII – PRODUTOS ACABADOS


VIII – PREÇOS



[m1]Alterado Ravanelli

[m2]Alteração João Pacca

[m3]Alteração João Pacca

[m4]Alteração João Pacca

[m5]Alteração joão pacca

[m6]Alteração João Pacca

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Em Recuperação Judicial

ASSEMBLEIA GERAL DE CREDORES REALIZADA EM 13/11/2014

> Homologação do Novo Plano de Recuperação Judicial do Grupo Baldin

> ATA Assembleia Geral de Credores realizada em 13/11/2014

> Novo Plano de recuperação Judicial  do Grupo Baldin  votado em 13/11/2014

> DECISÃO JUDICIAL sobre a MANUTENÇÃO da Assembleia Geral de Credores de 13/11/2014

> ATA Assembleia Geral de Credores realizada em 24/10/2014

> ANEXO 12.1 Contratos com CPFL e Aditamentos

> ANEXO 1.2.31 Credores Quirografários *Transportadores*

> ANEXO 1.2.30 Credores Quirografários *Produtores Rurais*

> ANEXOS 1.2.4 / 1.2.35 / 1.2.51 do Novo Plano de Recuperação Judicial modificado em 06/10/2014.

> Novo Plano de Recuperação Judicial  do grupo Baldin MODIFICADO em 06/10/2014.

> Novo Plano de Recuperação Judicial do Grupo Baldin PROTOCOLADO em 24/09/2014.

> Edital para Convocação de Assembleia Geral de Credores - 24/10/2014

Informamos que o número do processo de Recuperação Judicial das empresas do "Grupo Baldin", onde poderão ser obtidas informações atualizadas, através do site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (http://www.tjsp.jus.br), processo da pesquisa de 1ª Instância número 00051442520128260457, em trâmite perante a Primeira Vara Judicial da Comarca de Pirassununga - Estado de São Paulo.


ASSEMBLEIA GERAL DE CREDORES REALIZADA EM 08/03/2013

> Publicação da homologação do Plano da Recuperação Judicial - 05/04/2013

> Homologação do Plano de Recuperação Judicial Grupo Baldin - 22/03/2013

> Plano Modificativo de Recuperação Judicial Oficial - 08/03/2013

> Ata da 3ª Assembleia Geral de Credores Agricola Baldin LTDA. e Outros - 20/02/2013

> Ata da 4ª Assembleia Geral de Credores Grupo Baldin - 08/03/2013

> Plano Modificativo de Recuperação Judicial - 04/03/2013

> Edital para Convocação de Assembleia Geral de credores em continuidade a anteriormente suspensa - 08/03/2013

> Plano Modificativo de Recuperação Judicial

> Edital para Convocação de Assembleia Geral de credores em continuidade a anteriormente suspensa - 20/02/2013

> Ata da 2ª Assembleia Geral de Credores Agricola Baldin LTDA. e Outros - 16/01/2013

> Ata da 1ª Assembleia Geral de Credores Agricola Baldin LTDA. e Outros - 18/12/2012

> Edital para Convocação de Assembleia Geral de credores

> Laudo de Viabilidade Econômica

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